9 crianças nasceram no Hospital Alcides Carneiro no 1º dia do ano de 2018

9 crianças nasceram no Hospital Alcides Carneiro no 1º dia do ano de 2018

Prefeitura projeta ampliação na assistência às grávidas de alto risco

Dos 250 partos realizados na unidade, 20% são considerados de alto risco

Natacha Vicente Henrique Gonçalves de 18 anos deu a luz a 1º criança de 2018, o pequeno Kaique Vicente Gomes Ferreira
Natacha Vicente Henrique Gonçalves de 18 anos deu a luz a 1ª criança de 2018, o pequeno Kaique Vicente Gomes Ferreira

Mantendo a referência na assistência às gestantes do município, o Hospital Alcides Carneiro iniciou o ano de 2018 com a realização de 09 partos, entre normais e cesarianas. O primeiro neném nasceu às 3h31 do dia 1º de janeiro, um menino de 3.280 kg, saudável e que contou com o atendimento de uma equipe multidisciplinar desde a internação da mãe até a alta hospitalar na tarde desta terça-feira (02.01). Em 2017 o HAC realizou uma média de 3 mil partos ultrapassando o número de 2016 com 2,8 partos.


A prefeitura buscará reforçar a assistência especializada nos acompanhamentos à gestante de alto risco do pré-natal, parto até a alta hospitalar com a implantação de novos protocolos e fluxos de acolhimento a gestante e os recém-nascidos. O hospital também é o único no município a oferecer 28 leitos entre UTI Neonatal e Pediátrica, onde crianças prematuras, com complicações cirúrgicas ou doenças mais graves recebem cuidados de uma equipe multidisciplinar 24h.

O prefeito Bernardo Rossi relembra que o HAC realiza em média de 250 partos por mês, destes, 20% são gestações de alto risco. Há ainda uma média de 50 acolhimentos as gestantes por dia, além de 48 leitos na maternidade.


“Nossa meta para este ano é ampliar a assistência e implementar em sua totalidade a Rede Cegonha. Temos como projeto a retomada das obras do centro obstétrica do hospital e há ainda dentro do Plano Municipal de Saúde a criação de uma casa de parto, um ambiente pré e pós-parto para as grávidas e puérperas, além da retomada de um banco de leite no hospital”, anuncia Bernardo Rossi.

São mais propensas às gestações de alto risco mulheres com hipertensão, diabetes, cardiopatia, doenças renais, doenças autoimunes (diabetes, lupos, entre outras), fumantes, além das adolescentes e mulheres com mais de 35 anos. O secretário de Saúde, Silmar Fortes reforça a atenção especial às gestantes ocorre desde o pré-natal. Em grande parte dos casos, os nenéns nascem prematuros tendo que ser direcionados a um dos 10 leitos de UTI neonatal.

“Estamos nos organizando para criar um projeto para buscarmos junto ao Ministério da Saúde a verba para implantarmos uma casa de partos. Pretendemos concluir a obra do centro obstétrico e trabalhando para habilitar o Hospital Alcides Carneiro como Hospital Amigo da Criança, o que permitirá a criação de um banco de leite na unidade”, explica Silmar Fortes.

A estudante Natacha Vicente Henrique Gonçalves de 18 anos deu a luz a 1º criança de 2018, o pequeno Kaique Vicente Gomes Ferreira. Ela que é moradora de São José do Vale do Rio Preto escolheu o hospital pela referência de atendimento.

“Desde quando dei entrada na unidade fui muito bem atendida. Meu filho nasceu muito bem, saudável e a equipe foi muito atenciosa. Escolhi o Alcides Carneiro por ter UTI neonatal, me deu mais tranquilidade em saber que tanto eu quanto ele receberíamos um atendimento de qualidade”, afirma.


Mães recebem orientações de como cuidar das crianças ainda na maternidade

 Desde a internação na maternidade, as gestantes recebem orientações sobre a importância do aleitamento materno, técnicas de como amamentar, dar o primeiro banho e até mesmo de massagens para aliviar as cólicas comuns nos recém-nascidos. A coordenadora da maternidade, Lorena Sabbadini anuncia que pretende iniciar um projeto que vincula a gestante do pré-natal à maternidade, com a realização de visitas à unidade para que a mesma conheça os leitos e aprenda sobre todos os processos que envolvem o nascimento da criança desde o trabalho de parto.

“Nossa expectativa é de oferecer ainda mais uma assistência humanizada por meio do uso das tecnologias não farmacológicas de alívio da dor e desta forma, resgatar a imagem do parto normal como uma forma prazerosa, segura e saudável de dar à luz. Também acreditamos na importância do envolvimento do pai neste processo de nascimento e em 2018 continuaremos estimulando a presença deles como acompanhante da mulher, tanto no momento do parto, quanto no alojamento conjunto”, afirma.

As mães cujas crianças são encaminhadas à UTI neonatal também recebem orientações para fortalecimento do vínculo materno dentre eles está à utilização do método canguru que é um modelo de assistência voltada para a melhoria da qualidade do cuidado além de promover uma atenção humanizada.


“Esse método reduz o tempo de separação entre mãe e recém-nascido, favorece o vínculo, permite o controle térmico, contribui para a redução do risco de infecção hospitalar, aumenta as taxas de aleitamento materno, entre outros benefícios”, explica a enfermeira da UTI neonatal Talita Nunes dos Santos Ornellas.

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