Alerj decide revogar prisão de deputados

Alerj decide revogar prisão de deputados

Alerj decide revogar prisão de deputados
Alerj decide revogar prisão de deputados

Os deputados da Alerj decidiram revogar a prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Por volta das 16h35, 39 parlamentares já haviam votado a favor da soltura dos parlamentares, 17 contra e uma abstenção.



Policiais militares do Rio de Janeiro lançaram na tarde desta sexta-feira (17) bombas de efeito moral e balas de borracha contra manifestantes que participavam de ato na Alerj (Assembleia Legislativo do Rio de Janeiro). A ação dos PMs dispersou os manifestantes, que se concentravam na frente do Palácio Tiradentes, sede do Legislativo fluminense, onde é votada a revogação dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.

O protesto ocorre em favor da manutenção da prisão dos três parlamentares, suspeitos de corrupção, lavagem e outros crimes apurados pela Operação Cadeia Velha, desdobramento da Operação Lava Jato.





O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital, obteve hoje decisão liminar determinando que a Alerj garanta o acesso dos manifestantes à votação relativa à decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que concedeu mandados de prisão preventiva contra os três peemedebistas.

Proferida pela 6ª Vara de Fazenda Pública da Capital, a decisão foi obtida em ação civil pública ajuizada pelo MP. O Juízo determina que o Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da sua Casa Legislativa, providencie o acesso a todas as representações classistas, econômicas e sociais, e demais cidadãos aos trabalhos designados para a sessão extraordinária de hoje.




A liminar também determina à Alerj que se abstenha de discutir e de votar a pauta relativa às prisões decretadas pelo TRF-2, enquanto não for garantido e comprovado o acesso aos cidadãos.

oficial de Justiça estava sendo proibida de entrar na ALERJ
Oficial de Justiça estava sendo proibida de entrar na ALERJ

A sessão chegou a ser interrompida pelo deputado Flávio Serafini que reclamou que uma oficial de Justiça estava sendo proibida de entrar na ALERJ. Wagner Montes (PRB) determinou então que ela fosse liberada. “É um absurdo que uma oficial de Justiça esteja sendo barrada na porta da Alerj por seguranças e pela polícia.”

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