Laudo da Defesa Civil de Petrópolis, aponta que obra de túnel foi determinante para abertura de cratera.

Laudo está sendo analisado pelo Ministério Público Federal.

A Defesa Civil de Petrópolis, na Região Serrana, entregou nesta segunda-feira (4) um laudo ao Ministério Público Federal afirmando que a obra do túnel na BR-040 foi determinante para a abertura da cratera às margens da rodovia.

Engenheiro contratado pela Concer admite relação entre cratera e escavações do túnel
Engenheiro contratado pela Concer admite relação entre cratera e escavações do túnel

Segundo o relatório, não há prazo para liberação da pista por medida de segurança. As cinco casas permanecem interditadas na região conhecida como Vale da Escola, na comunidade do Contorno.



De acordo com os técnicos da Defesa Civil de Petrópolis, a liberação da área será possível somente após a realização de intervenções estruturais no interior do túnel.

Em nota, o Ministério Público Federal informou que está analisando o documento. A assessoria de imprensa de Concer informou, por meio de nota, que as investigações prosseguem e que não há conclusão tirada a respeito.




O desmoronamento

Cratera às margens da BR-040 é preenchida com pó de pedra
Cratera às margens da BR-040 é preenchida com pó de pedra

Duzentos e sessenta e seis moradores da Comunidade do Contorno ficaram desalojados por causa do desmoronamento. Até o trabalho de contenção ser feito na cratera de 70 metros de profundidade ainda havia risco de novos deslizamentos. Uma passarela foi colocada no km 79 para a passagem de pedestres.

Trezentos e vinte e três caminhões carregados de pó de pedra foram usados para fechar o buraco com a colocação de pó de pedra. Uma empresa contratada pela Concer iniciou a colocação de chumbadores nas paredes do buraco. A técnica de contenção se chama “solo grampeado”. O próximo passo é a injeção de calda de cimento.




A concessionária é investigada por conta das obras da nova subida da Serra, que estão paralisadas. O túnel de 4.618 quilômetros de extensão passa por baixo do local onde aconteceu o desmoronamento. Em fevereiro de 2015, um operário morreu esmagado por uma pedra durante a escavação e houve reclamação sobre a falta de segurança nos trabalhos.