Cine Humberto Mauro recebe sessões com debates sobre a temática da mulher aos sábados

Programação do Cine Pagu, no Centro de Cultura Raul de Leoni, começa neste sábado (12.08)

com mais uma sessão em agosto e duas em setembro

Com temática abordando as questões da mulher, gênero e identidade, começa neste sábado (12.08) no Cine Humberto Mauro, no Centro de Cultura Raul de Leoni, o Cine Pagu. Realizado pelo Coletivo de Mulheres Clã, o projeto vai oferecer quatro exibições seguidas de debates com convidadas pertinentes aos assuntos abordados nos documentários para explanar sobre os temas. A programação começa neste sábado e segue nos dias 26 de agosto, 9 e 30 de setembro, sempre aos sábados, às 15h. A entrada é gratuita.

Cine Humberto Mauro recebe sessões com debates sobre a temática da mulher aos sábados
Documentário Libertem Angela Davis




Neste sábado, às 15h, tem exibição do documentário Libertem Angela Davis seguida do debate com a educadora Adriana Souza e a pedagoga Adriana Rangel – ambas representantes do movimento negro em Petrópolis. A classificação é 12 anos.

Mercedes Sosa
Mercedes Sosa




Com direção de Shola Lynch, a produção de 2014, conta sobre a vida de Angela Davis, uma professora de filosofia nascida no Alabama, e conhecida por seu profundo engajamento em defesa dos direitos humanos. Depois de defender três prisioneiros negros nos anos 1970, ela é acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Nesta época ela se tornou a mulher mais procurada dos Estados Unidos. Mas ainda hoje é considerada um símbolo da luta pelo direito das mulheres e dos negros.

No dia 26 de agosto é a vez do público conhecer mais sobre Mercedes Sosa: A Voz da América Latina. O documentário de 2013 tem direção de Rodrigo H. Vila. A classificação é livre. Depois da sessão, a plateia confere o debate com a participação da professora de História, Lígia Bronzi e Rafane Paixão, historiadora e membro da Comissão da Verdade de Petrópolis.

Com aparições de Chico Buarque, Milton Nascimento, David Byrne, Pablo Milanés, León Gieco, Rene’ Perez e Charly Garcia Fito Páez, o documentário fala sobre a cantora argentina Mercedes Sosa, artista de extrema importância na história política e cultural da América Latina. A inconfundível voz de Mercedes, “La Negra”, guia o público por sua trajetória e depoimentos de personalidades ressaltam sua relevância em toda América do Sul.

Ficção em setembro

A Fonte das Mulheres
A Fonte das Mulheres



No dia 9 de setembro tem sessão com o filme Tudo sobre minha mãe, uma produção de Pedro Almodóvar de 1999. Estrelado por Cecilia Roth, Penélope Cruz, Marisa Paredes, Antonia San Juan e Candela Peña, o drama conta a história de uma mãe solteira em Madri, que vê seu único filho morrer no seu 17° aniversário quando corre para pegar um autógrafo de uma atriz. Ela vai a Barcelona à procura do pai de seu filho, uma travesti chamada Lola, que não sabe que tem um filho. Primeiro ela encontra sua amiga, Agrado, também travesti. Por meio dela ela conhece Rosa, uma jovem freira que está de partida para El Salvador. Quase que por acaso, torna-se assistente de Huma Rojo, a atriz que seu filho admirava. A classificação é 14 anos.

A última sessão será no dia 30 com o filme A Fonte das Mulheres, de 2011. A direção é de Radu Mihaileanu e elenco com Hiam Abbass, Leila Bekhti, Hafsia Herzi e Zinedine Soualem. Com classificação de 14 anos, o filme retrata, em jeito de comédia, as desigualdades entre os sexos e a longa e dura batalha das mulheres que, quebrando regras e tradições, tentam criar espaço à mudança.

Em uma aldeia do Norte de África, onde existe uma pequena comunidade fechada onde as tradições têm ainda um enorme peso no modo de vida e onde as mulheres pouco poder têm para alterar a sua condição. Entre outras tarefas, são elas quem tem de ir buscar água ao cimo de uma montanha, por um caminho longo e difícil. É então que Leila (LeïlaBekhti), uma jovem recém-casada, percebendo a injustiça e o sacrifício inútil, convence as outras mulheres a obrigar os homens a canalizar a água até à aldeia. Para isso elas apenas têm uma arma ao seu alcance: greve de sexo.

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