Com Thronebreaker, CD Projekt Red mostra que série Witcher é mais do que bruxos


Com Thronebreaker, CD Projekt Red mostra que série Witcher é mais do que bruxos

A franquia Witcher tem muita história. Muita mesmo. Com 13 edições entre livros e graphic novels lançados e três RPGs massivos em escala para os videogames, a marca de propriedade da polonesa CD Projekt Red sintetiza bem a palavra “grandiosidade”. A julgar pelos planos futuros da empresa, isso só tende a aumentar, haja vista que, recentemente, a produtora anunciou datas de lançamento para o jogo online de cartas GWENT, que já está em beta há pouco mais de um ano; e de seu spin-off single player, Thronebreaker: Witcher Tales, que sai em 23 de outubro para PC exclusivamente via GoG, e 4 de dezembro para PlayStation 4 e Xbox One.



A convite da CD Projekt Red, o Canaltech testou uma versão não finalizada de Thronebreaker em São Paulo, além de conversar com os executivos da publisher responsável por toda a franquia Witcher.

A pré-venda do jogo começou nesta quinta-feira (27) e inclui a trilha sonora do jogo, o livro artístico (em versão digital), algumas artes conceituais (incluindo o mapa de Lyria, uma das regiões do jogo) e uma edição do romance em quadrinhos Fox Children, publicado pela Dark Horse. Também na pré-venda estão inclusos dois títulos de jogadores, dois avatares e cinco barris premium para jogo GWENT: The Witcher Card Game. Os itens da pré-venda, contudo, não serão exclusivos, sendo disponibilizados também para quem quiser aguardar o lançamento oficial.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

A decisão, segundo o cofundador da CD Projekt Red, Marcin Iwiński, reflete uma política da empresa de não querer “atrair os jogadores com besteiras de ‘itens exclusivos'”.

“Ao comprar nossos jogos, todos recebem o mesmo conteúdo, não importa se você o encomendou ou comprou após o lançamento. A pré-venda trata-se de antecipação e – mais importante – mostrar apoio aos estúdios e jogos que você ama. Então, se o que você vê e lê nas prévias o agrada, agradecemos sua compra antecipada de braços abertos. No entanto, se precisar de mais tempo e preferir esperar pelas avaliações, fique tranquilo – você não perderá nenhuma das novidades”, explicou.

Mykołaj Szwed, produtor sênior de localização da CD Projekt Red, apresenta Thronebreaker: Witcher Tales (Foto: Rafael Arbulu)

Geralt de quê?

Mykołaj Szwed, produtor sênior de localização da CD Projekt Red, conta que Thronebreaker terá aproximadamente 30 horas de jogo, com um enredo focado em Meve, rainha guerreira dos reinos do norte de Lyria e Rivia. Fãs do cânone de Witcher devem reconhecer o nome, ainda que ela tenha sido apenas mencionada em alguns materiais publicados pela empresa: foi ela quem deu ao protagonista Geralt De Rivia o seu título de cavaleiro — e, anos depois, viria a pedir a cabeça dele, mas fugimos do assunto…

Jogando o que, segundo os executivos, corresponde ao primeiro ato do jogo, já se pode perceber: ainda que parte de uma franquia bem maior, Thronebreaker é uma produção que busca o seu próprio sustento. Há diversas referências de conteúdo à franquia principal — sobretudo nos livros e graphic novels, por onde o jogo tira a sua maior base —, mas em seu papel de spin-off, trata-se de um título que busca estabelecer o seu próprio arco, com seus próprios personagens, sem reverter aos pilares mais famosos — sobretudo o bruxo Geralt — para assegurar algum tipo de sucesso.

Thronebreaker: Witcher Tales será lançado para PC em outubro, via GoG; PlayStation 4 e Xbox One recebem o título em dezembro (Imagem: Divulgação/CD Projekt Red)

Szwed reforça essa percepção ao falar do tamanho de Thronebreaker: nessas 30 horas de campanha principal, há cerca de 75 quests paralelas, 20 finais possíveis e cinco localidades diferentes para serem visitadas, além dos reinos de Lyria e Rivia, aspectos de Aedirn, Mahakam e Angren. Todo o jogo é permeado pelas escolhas e dilemas morais que tornaram Witcher uma série famosa, todas com impacto direto na progressão do enredo.

Vinícius Junqueira, o head de marketing e relações públicas da CD Projekt Red para a América Latina e Itália, corrobora essa ideia. “É um jogo próprio. É massivo. Claro, não é grande com os The Witcher que lançamos, mas é bem grande”. No início de seu desenvolvimento, Thronebreaker era planejado como uma expansão do jogo de cartas online GWENT, contudo, o projeto cresceu tanto que tomou sua própria forma. Hoje, ambos os jogos compartilham a mecânica de gameplay e alguns outros recursos que serão provisionados a donos de ambos os jogos: “Nós desenhamos 250 cartas novas apenas para Thronebreaker, além de 20 novas cartas para GWENT que possuem uma referência direta ao jogo single-player”, explica Szwed.

Carteado mais que estratégico

No jogo em si, percebemos um ou outro bug relacionado à apresentação visual de algumas partidas de cartas, mas nada que saltasse demais aos olhos. Já esperávamos algo do gênero, haja vista que, conforme Junqueira ressaltou, a versão de demonstração foi construída em cima de uma build não finalizada. Algumas descrições de cartas também ainda estavam em código, comprovando a build como algo bem antecipado.

Fora esses detalhes ignoráveis, Thronebreaker: Witcher Tales é um jogo extremamente bem feito. O empenho da CD Projekt Red em entregar um produto que iguale visual, jogabilidade e profundidade de enredo é notável logo que a partida é iniciada. Dos menus animados em 3D à navegação com visual similar ao cel-shading; à história altamente narrativa e à capacidade de exploração dos mapas grandiosos, tudo é muito bem amarrado, uma coisa leva à outra e você não sente vontade de avançar ou pular diálogos: há um sabor bem doce em se fazer todas as quests de um mapa e coletar todas as recompensas do local. Veja o nosso gameplay abaixo:

O jogo contém dois pilares majoritariamente iguais: no menu principal, você escolhe entre “Modo História” e “Modo Batalha”. O jogo em ambos é o mesmo, com a única alteração de que, no primeiro, você tem a opção de “pular” batalhas e continuar com a história, “ganhando” lutas automaticamente a um volume reduzido de recompensas; já o segundo é totalmente focado no gameplay: priorizando o combate, a progressão da história fica condicionada a vencê-los todos, sem exceção. Por causa do tempo que tivemos com a demo, não pudemos colocar ambos à prova, então seguimos no modo História para mostrar um pouco da narrativa (o fato de levarmos uma surra de algumas lutas não tem nada a ver com isso: negaremos derrotas até a morte!).

Os visuais, como dissemos, seguem um padrão 3D, mas com algo parecido com artes feitas à mão. Diferentemente das CGIs de alta produção que vemos na trilogia principal de Witcher, aqui dá-se o espaço para um misto de cel-shading e pintura aquarelada. Mas mesmo diante de algo mais simples, existem momentos em que você consegue parar de caminhar pelos mapas e simplesmente admirar a beleza dos elementos dispostos na sua tela. Há uma percepção de profundidade na união das duas artes que faz você admirar as longas vistas digitais trazidas por Thronebreaker.

Na jogabilidade, a progressão básica pelos mapas segue o padrão dos RPGs mais antigos, como a série Warcraft (antes de se tornar WoW) e Command&Conquer: clique ali para fazer o personagem caminhar. No botão direito do mouse, ficam as ações de interação: pegar tesouros nos terrenos, falar com as pessoas, atacar inimigos. A facilidade para se explorar o mapa é tanta que chega a ser enganosa: é muito fácil perder o acesso aos baús de ouro ou itens valiosos porque você não interagiu com este ou aquele personagem antes.

Aliás, embora sejam mais escassos na demo que jogamos (que corresponde ao primeiro ato do jogo, aproximadamente, segundo Vinícius Junqueira), os diálogos possuem a mesma relação de caso-e-consequência que se tornou um marco em Witcher. Um caso específico, sem spoilers: nós tomamos uma decisão aparentemente inócua ao conversarmos com um grupo de freiras e, posteriormente, vimos que essa não foi a melhor escolha, haja vista que perdemos um aliado que se juntaria à nossa causa por ele ter ouvido do caminho decidido. Este nível de profundidade, assegura Mykołaj, é permeado por toda a duração de Thronebreaker.

Na parte mais interessante do gameplay — as batalhas de cartas — os padrões de GWENT (tanto no jogo homônimo como na versão “light” em Witcher) estão ali: as cartas são alinhadas em fileiras (duas, aqui; três em Witcher) e cada carta possui um valor numérico de poder. Os valores vão sendo somados por fileira e estas por si adicionam o valor total. Ao final da rodada, quem tem o número mais alto, vence. É uma percepção simplista que esconde um embate muito similar ao xadrez, com estratégias minuciosas e até mesmo a desistência de uma rodada para ter alguma vantagem na seguinte.

É verdade que há uma confusão na forma como algumas habilidades específicas de cartas se mostram quando executadas no jogo, mas nada que você não consiga aprender com uma ou duas tentativas. Coisas desimportantes, porém, se fizeram notar: em um certo momento, ficamos esperando o turno do adversário começar, julgando essa alternância como algo automático. Não é: você tem que dar o seu comando de finalização de turno antes da luta continuar.

Os diálogos trazem foco aprofundado nas decisões, tal qual a trilogia principal de Witcher, bem como diversas consequências (Imagem: Divulgação/CD Projekt Red)

Tempo entre as versões

Thronebreaker: Witcher Tales tem tudo para ser uma agradável surpresa para este fim de 2018. Apesar de se apresentar de forma mais simples, há um grau de envolvimento e profundidade que o coloca no mesmo patamar que qualquer produção “AAA” do mercado.

A única coisa chata é a janela de tempo entre os lançamentos em suas plataformas: entre as versões PC e consoles, há cerca de um mês e meio para o jogo chegar. A razão disso, segundo Mykołaj, deve-se à plataforma GoG — que pertence à CD Projekt — permitir que “um jogo que finalizamos esta noite ser entregue e disponibilizado amanhã de manhã, se assim quisermos”. Já para os consoles, a coisa muda de figura: “claro, existe a parte de desenvolvimento e adaptação de gameplay, adequação dos controles e tudo o mais”, conta o polonês. “Mas o principal motivo é a política de licenciamento da Sony e da Microsoft: ao submetermos um jogo para as duas plataformas, ele passa por um processo revisional que, levando em conta as edições necessárias e atualizações que eles podem ou não pedir, pode levar meses”.

Independentemente de qual seja a sua escolha de plataforma, Thronebreaker: Witcher Tales pode ser um jogo que vai lhe divertir por horas a fio. Tem tudo o que um bom RPG preza, com exploração ampla e sadia; ao mesmo tempo em que amarra isso ao DNA da franquia Witcher. É esperar o lançamento e, com sorte, o nosso review, para ver se acertamos.

function maybeMobile() {
if (navigator.userAgent.match(/linux.*android|windowss+(?:ce|phone)/i)) {
return true;
} else if (navigator.userAgent.match(/spider|crawl|slurp|bot/i)) {
return false;
} else if (navigator.userAgent.match(/windows|linux|oss+xs*[d._]+|solaris|bsd/i)) {
return false;
}

return window.screenX === 0 && (
‘ontouchstart’ in window ||
‘onmsgesturechange’ in window
);
};
_eCT = window._eCT || [];
_uCT = window._uCT || [];
__e4afd00cb0e5333fec21b24280009203 = false;
enableAutoplay = false;
history.scrollRestoration = ‘manual’;
if(window.location.hash!==’#noads’){
enableAutoplay = true;
(function(i,s,o,g,r,a,m){i[‘GoogleAnalyticsObject’]=r;i[r]=i[r]||function(){(i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o),m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m)})(window,document,’script’,’//www.google-analytics.com/analytics.js’,’ga’);ga(‘create’, ‘UA-33160475-1’, ‘auto’);ga(‘send’, ‘pageview’);
(function(){var _fbq=window._fbq||(window._fbq=[]);if(!_fbq.loaded){var fbds=document.createElement(‘script’);fbds.async=true;fbds.src=”http://connect.facebook.net/en_US/fbds.js”;var s=document.getElementsByTagName(‘script’)[0];s.parentNode.insertBefore(fbds,s);_fbq.loaded=true};_fbq.push([‘addPixelId’,’301402963401732′])})();window._fbq=window._fbq||[];window._fbq.push([‘track’,’PixelInitialized’,{}]);
}





Fonte





%d blogueiros gostam disto: