Hora do Planeta da WWF 2018

Hora do Planeta da WWF 2018

Vamos prestar atenção pois ainda há tempo de mudar

Hora do Planeta da WWF 2018
Hora do Planeta da WWF 2018

Celebramos a Hora do Planeta (https://www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/), mas temos muito pouco para celebrar, diante de tantas agressões constantes contra o meio ambiente e em detrimento da sustentabilidade dos ecossistemas que nos proporcionam as condições de vida de que gozamos.




Até o momento, Petrópolis ficou de fora das cidades brasileiras que estão participando deste ato simbólico, prova da inércia que vivemos, cuja causa pode ser facilmente atribuída à enorme frustração de quem luta para defender o meio ambiente, especialmente na cidade.

Movimento A Hora do Planeta busca divulgar o risco ambiental global que enfrentamos, e o objetivo do ato simbólico de apagar as luzes durante uma hora (das 20:30 às 21:30) é sensibilizar a sociedade para ações ambientalmente corretas e cobrar das autoridades uma postura proativa em prol do Meio Ambiente e de práticas sustentáveis. É o desejo de enviar uma mensagem clara às empresas e aos governos de que existe uma vontade global de mudar a atual trajetória de destruição ambiental, extinção de espécies e ameaças à vida de bilhões de seres humanos.


Estamos falando não somente do aquecimento global, que ameaça a vida como a vivemos atualmente, mas também da destruição de importantes biomas do mundo, entre florestas, áreas húmidas, mangues, etc., além de inúmeras espécies de animais ao redor do mundo, desde pequenos anfíbios até elefantes, rinocerontes e grandes felinos, e espécies marinhas de todo tipo (Mudanças no clima colocam em risco 50% das espécies plantas e animais dos locais naturais mais importantes do mundo – https://www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/?64022/Mudanas-climticas-colocam-em-risco-metade-das-espcies-de-plantas-e-animais-dos-locais-naturais-mais-importantes-do-mundo).

Ouvimos distantes casos de pequenas conquistas (Ibama embarga 3 serrarias e apreende 11 barcos no AM – http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2018/03/24/142602-ibama-embarga-3-serrarias-e-apreende-11-barcos-no-am.html), mas são poucas as conquistas que podemos sentir em primeira mão. O que mais vemos são novos casos de crimes ambientais perpetrados diante de autoridades que pouco podem fazer a não ser flagrar, observar e…dar dez dias para que os que cometeram o crime apresentem alguma documentação! (Fiscalização usa drone e flagra desmatamento e construção irregular – http://tribunadepetropolis.com.br/fiscalizacao-usa-drone-e-flagra-desmatamento-e-construcao-irregular).



É isso, e somente isso! A obra irregular em questão nem foi embargada, e o princípio da cautela (prevenção), para prevenir algum dano irreversível, foi às favas. Diante de tal inversão da lógica da preservação, não é de estranhar que muitos desistam da luta. Os ambientalistas e ativistas que ainda travam essa luta são heróis inglórios. O que deveria ser o procedimento normal, já que estamos inseridos em uma APA, é a proibição de qualquer atividade não expressamente permitida ou licenciada.

Ao invés disso, vemos que os crimes ambientais acontecem em pleno centro urbano da cidade, entretanto, as consequências mostram que o que se preza é o inexistente direito do malfeitor de praticar o crime até que seja totalmente esclarecido. É um absurdo, pois deveria ser ao contrário! Ao observar qualquer indicio de irregularidade (não apenas crime ambiental), a providência das autoridades deveria ser o embargo imediato até que seja totalmente esclarecida a regularidade e legalidade. Essa seria a forma de proteger o meio ambiente de um dano, pois a obra sempre poderia prosseguir depois, se comprovada sua regularidade e legalidade, nos mais estritos moldes da legislação.

Alguns podem ainda não estar suficientemente sensibilizados da necessidade de priorizar a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável, ao invés do crescimento desordenado, da bagunça que gera danos e desastres, e da permissividade da sociedade perante crimes ambientais, que frequentemente ficam impunes.

Para esses que duvidam da urgência de mudar o rumo do mundo, lembro que os inconvenientes das inundações locais não são nada comparados à perda de vidas nos desastres ambientais que ocorreram na nossa própria cidade, e que continuam ocorrendo todos os anos. Nem é preciso lembrar os povos de outras partes do mundo que sofrem com a desertificação, secas, enchentes, eventos climáticos extremos, lavouras perdidas anos a fio, etc. Essas populações são vítimas diretas do desequilíbrio ambiental que o homem está provocando, e que as força a empreender migrações que destroem suas vidas e cultura, e os expõem a graves riscos.




Pensar globalmente e agir localmente – boa oportunidade de nos juntarmos ao Movimento Hora do Planeta, nem que seja para expressar um sentimento que está em muitos de nós, mesmo aqueles que não são ativistas, mas que se sensibilizam com a situação do planeta. É um apelo em prol de nossa própria sobrevivência e qualidade de vida, pois sabemos que o planeta seguirá existindo, com ou sem humanos gozando de um meio ambiente sustentável, ou de uma qualidade de vida como a que conseguimos atingir.

Saudações ambientais!

Texto: professor Cleveland M. Jones

 
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