Leonardo Picciani cobrou propina em contratos federais, diz delator

Leonardo Picciani cobrou propina em contratos federais, diz delator

Repasse de 4,5% serviria para a Prole obter contratos de publicidade no Ministério da Saúde

Leonardo Picciani cobrou propina em contratos federais, diz delator
Com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e alterações no Ministério, o negócio não foi adiante

Em outra parte do acordo de colaboração premiada, Renato Pereira afirma que o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, cobrou 4,5% de propina para que a Prole, empresa do marqueteiro, pudesse participar dos contratos de publicidade do Ministério da Saúde, órgão sob influência do PMDB desde 2015.


Pereira diz, inclusive, ter conseguido reduzir para 3% a comissão a ser paga, depois de encontrar-se com Picciani no apartamento do ministro, na Barra da Tijuca. Mas, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e alterações no Ministério, o negócio não foi adiante.

A informação sobre o percentual de propina chegou ao marqueteiro em 2015, depois que ele indicou as agências Propeg e Nacional Comunicação (antiga Agência Nacional) para prestarem serviços de publicidade ao governo do Rio.





O delator afirma que o dono da Propeg, Fernando Barros, o informou de uma distribuição desigual de serviços de publicidade entre agências licitadas, daí a necessidade de bom relacionamento com os políticos com poder de decisão sobre o encaminhamento de trabalhos. Pereira diz que, nessa ocasião, Barros teria confessado ter pagado 4,5% a Picciani para garantir um lote mínimo de trabalhos no ministério.

Entre 2007 e 2017, a Propeg faturou R$ 546,3 milhões em contratos da área de Saúde do governo federal. O valor representa 42% do total faturado pela agência nos últimos dez anos com o governo: quase R$ 1,3 bilhão.

MINISTRO: ‘MENTIRAS SEM PROVAS’

Em nota, Picciani disse que as acusações do delator “são fantasiosas” e “mentiras de quem quer se livrar da cadeia acusando outros sem provas”. Ele confirmou ter se encontrado com Pereira, embora não se recorde “o local nem quem solicitou que o atendesse”.

O ministro negou que tivesse influência em contratos no Ministério da Saúde ou que conhecesse Fernando Barros. A Propeg também negou a acusação. Segundo a empresa, “ninguém da agência tem relação com Picciani”.




O presidente da Nacional Comunicação, Paulo de Tarso, negou as acusações de Pereira.

 

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