Ministério Público e Polícia Civil apreendem mais R$ 238 mil em casa de empresário suspeito de financiar campanha de vereador de Petrópolis

Ministério Público e Polícia Civil apreendem mais R$ 238 mil em casa de empresário suspeito de financiar campanha de vereador de Petrópolis

Apreensão aconteceu na tarde desta quinta-feira na casa dele, no Rio.

Nome de empresário também consta em lista de investigados na Operação Lava Jato.

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apreendeu na tarde desta quinta-feira (12) R$ 238 mil na casa do empresário Wilson da Costa Ritto Filho, no Rio. Segundo o MPRJ, ele foi responsável por financiar, por meio de doações, mais de 90% das campanhas eleitorais do vereador Luiz Eduardo da Silva, o Dudu (PEN), de Petrópolis.




A apreensão aconteceu durante a operação Caminho do Ouro que prendeu na manhã desta quinta o presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor (MDB), em casa, no bairro Morin. No local, os policiais encontraram dinheiro escondido em uma banheira, na cabeceira da cama e dentro de um carro. Ele foi levado para a Polinter, no Rio.

Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu (Foragido)
Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu (Foragido)

A operação também tem, segundo o MP, um mandado de prisão contra o vereador Dudu, que não foi encontrado em casa e, segundo a Polícia Civil, é considerado foragido. Os dois vereadores e o empresário Wilson da Costa Ritto Filho são suspeitos por envolvimento em fraudes licitatórias na Câmara de Petrópolis.


O nome de Wilson consta na lista de indiciados (2016) por formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Sobre a licitação

De acordo com a denúncia do MP, o vereador Paulo Igor combinou com o empresário Wilson da Costa Ritto Filho uma forma de direcionar uma licitação, que gerou contrato de R$ 4,49 milhões, firmado entre Câmara Municipal de Petrópolis e a Elfe Soluções em Serviços LTDA.

Segundo o Ministério Público, em Petrópolis, a empresa prestou serviços de limpeza, conservação, higienização, reprografia, vigia, jardinagem, copeiragem, recepção, telefonia, motorista, manutenção predial e operação de áudio e vídeo, além de fornecer todos os materiais de consumo, equipamentos e insumos necessários para as atividades dentro da casa legislativa pelo período de 12 meses, a partir de 1º de janeiro de 2012.



Para o MP, as irregularidades incluem “sobrepreço” total na licitação de 25%.

“Segundo a corte de contas, foram consultadas para pesquisa de preços dos serviços a serem contratados pelo edital, exatamente as mesmas três empresas que ofereceram propostas pelo contrato”, afirma o Ministério Público. O ex-chefe de gabinete do vereador também está entre os denunciados por ser condutor do processo.

Por determinação da Justiça, os sigilos bancário e fiscal dos denunciados foram quebrados e os vereadores afastados das funções públicas.

O vereador Roni Medeiros assumiu a presidência interina da Câmara de Vereadores na tarde desta quinta-feira (12).




A Defesa

O advogado do vereador afastado Paulo Igor informou que considera a prisão descabida porque está no início do processo criminal.

“O Paulo Igor poderia responder em liberdade. Na pior das hipóteses sendo afastado de suas funções administrativas”, disse a defesa, afirmando que os fatos investigados pelo MP são de 2011 e 2012 e que, por este motivo, retira a urgência da decisão da prisão preventiva.

O advogado afirmou ainda que vai entrar com o habeas corpus o mais rápido possível.

A assessoria de imprensa do vereador afastado Dudu informou que os advogados do vereador ainda aguardam informações da justiça e não se posicionarão neste momento.

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