Não tem como acreditar – Vereador preso com dinheiro na banheira e outro foragido vão voltar a receber salários

Não tem como acreditar – Vereador preso com dinheiro na banheira e outro foragido vão voltar a receber salários

Câmara de Petrópolis, afirma que é ordem da Justiça

TJ informou que não vai se manifestar, caso corre em segredo de Justiça. Paulo Igor Carelli (MDB) e vereador Dudu (Pen) são acusados de envolvimento em fraude em licitação e peculato.

Vereadores Dudu e Paulo Igor foram afastados dos cargos após operação do MP que investiga crimes de fraude e peculato
Vereadores Dudu e Paulo Igor foram afastados dos cargos após operação do MP que investiga crimes de fraude e peculato

Câmara de Vereadores de Petrópolis, informou na tarde desta sexta-feira (18) que por ordem da Justiça vai voltar a pagar o salário do vereador Paulo Igor Carelli, preso com dinheiro na banheira. O vereador Luís Eduardo da Silva, o Dudu (Pen), que está foragido, também vai voltar a receber o pagamento.




Os dois são investigados pelo Ministério Público (MP) na operação Caminho do Ouro por envolvimento em fraudes em licitação e peculato. Paulo Igor foi preso no dia 12 de abril em casa, no Morin. No local, a polícia encontrou R$ 155 mil e 10.300 dólares.

Ele foi encaminhado para a penitenciária em Benfica e depois foi transferido para Bangu.


A polícia também tinha um mandado de prisão contra o vereador Dudu, que não foi encontrado no dia da operação e continua foragido. Os dois foram afastados pela Justiça dos cargos de vereador. Paulo Igor renunciou ao cargo de presidente da Câmara.

No dia 10 de maio, a Câmara afirmou que tinha suspendido os salários dos vereadores, mas havia consultado o TJ sobre a decisão.



Por meio de nota enviada nesta sexta, a Câmara afirma que “a desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, do Primeiro Grupo de Câmaras Criminais, manifestou-se no sentido da manutenção do pagamento dos subsídios dos vereadores, ante a natureza precária e transitória da decisão que determinou o afastamento. Segundo ela, a suspensão não acarreta, necessariamente, a suspensão dos subsídios, que deverá ser pago regularmente até possível sentença penal condenatória. A desembargadora citou, na decisão, o art. 20, parágrafo único da Lei 8.429/92, que determina o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual”.

O atual presidente da Câmara de Petrópolis, vereador Roni Medeiros (PTB), disse que determinou o pagamento dos salários, acatando o que a justiça determina.

“Vamos continuar seguindo à risca o que está na lei e acatando as decisões da justiça, independentemente de manifestações externas. A Câmara tomará as providências necessárias no momento certo, sempre resguardando o interesse público e os direitos dos vereadores envolvidos”, disse Roni.




Nossa equipe entrou em contato com o TJ afim de obter mais detalhes, mas foi informado que o processo segue em segredo de Justiça e por isso não foram reveladas outras informações sobre o assunto.

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