Ação da PM e do Gaeco do Ministério Público cumpriu 17 de 31 mandados de prisão e prendeu outras sete pessoas em flagrante, incluindo dois policiais militares.

Dois policiais militares e cinco traficantes foram presos em flagrante na Operação Estado Paralelo uma parceria entre a Corregedoria da Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público realizada na manhã desta quinta-feira (6) em Japeri, na Baixada Fluminense.

Além dos flagrantes, 17 de 31 mandados de prisão haviam sido cumpridos até a última atualização desta reportagem. Destes, 12 pessoas já estavam presas.

A investigação encontrou escutas telefônicas que registram comunicação entre traficantes e policiais militares, inclusive com a ajuda de intermediários.

Em algumas escutas, os traficantes mencionavam que o dia de dar o dinheiro para manutenção do tráfico em determinada comunidade. A polícia apreendeu celulares também serão periciados para mais informações que possam levar a novas prisões.

“Não houve como identificar quem seria ou quem seriam esses policiais militares, deveria então existir uma busca e apreensão, tendo como alvo todos os policiais que estavam na guarnição no dia mencionado na interceptação telefônica”, explicou a promotora Angelica Glioche, promotora do Ministério Público.

Pelo menos quatro pessoas foram identificadas como lideranças de uma facção criminosa que comandava o crime na região.

“Eles ostentavam em redes sociais, diziam que era da turma do JJ, essas coisas”, afirmou o promotor Fábio Correa, do Gaeco.

Breno da Silva de Souza, traficante acusado de assaltar motoristas no Arco Metropolitano, é o principal foragido, de acordo com a Polícia Militar. Mais de 100 kg de maconha haviam sido apreendidos na Maré, na Zona Norte.



A operação terá novas fases para identificar anotações suspeitas encontradas na casa de PMs com mandados de busca e apreensão expedidos pela corporação. Moradores da região de Guandu, também na Baixada Fluminense, sofrem com a disputa entre facções criminosas e o clima de terror com o tráfico de drogas, além de outros crimes, com a possível corrupção de policiais militares do 24o BPM (Queimados).

“Guandu tem características muito rurais. O morador não está acostumado com armas, e hoje infelizmente ele convive com traficantes armados de fuzis, e alguns desses moradores não conseguem mais viver na região, botam casa e comércio à venda, infelizmente”, disse o coronel Antonio Goulart, da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar.

Além do tráfico de drogas, a investigação demonstrou que havia outros crimes cometidos na área de Japeri, com ordens inclusive de homicídios partindo de dentro dos presídios de Gericinó, na Zona Oeste, e Japeri, na Zona Norte. Os traficantes, segundo a PM, haviam saído da Pedreira para tomar a região.

“Uma das fontes de renda do tráfico é a extração de minério, de forma irregular. Encontramos um areal abandonado, com todo o maquinário. Essas pessoas querem mostrar seu poder na região, através de roubos, através de extorsões!” , explicou o coronel Antonio Goulart, da Coordenadoria de Inteligência da PM.

Operação Calabar
Na semana passada, a polícia fez outra operação de combate à corrupção policial. A operação Calabar prendeu 96 PMs ligados ao batalhão de São Gonçalo. O último procurado se entregou nesta quarta (6). O subtenente Paulo Roberto Campos, se apresentou na Divisão de Homicídios de Niterói. As investigações apontaram que traficantes subornavam policiais para que eles não combatessem crimes em 50 favelas da cidade.

Fonte: G1
Edição:R.Moreira

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