Vítima de feminicídio em casa incendiada no RJ era gari e também trabalhava em sorveteria | Região Serrana

Vítima de feminicídio em casa incendiada no RJ era gari e também trabalhava em sorveteria | Região Serrana


Chielen trabalhava em uma sorveteria e também era servidora pública do município, atuando como gari.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o filho de Chielen, de aproximadamente 7 anos, estava dentro de casa quando tudo aconteceu. O suspeito, Ivan da Silva, de 39 anos, invadiu o imóvel pela janela e agrediu a ex-companheira, ateando fogo logo em seguida.

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A polícia afirmou que o menino teve ferimentos no braço, mas passa bem e já está com a família. Chielen também era mãe de uma adolescente.

O caso é investigado como feminicídio e a pena para este tipo de crime pode ser agravada quando é cometido na frente de algum ascendente ou descendente da vítima, segundo informações da Polícia Civil.

O corpo de Chielen está sendo velado no distrito de Ipituna, em São Sebastião do Alto. O enterro será nesta sexta-feira (3) no Cemitério de Jacarambé de Baixo, em Itaocara. O horário ainda não foi divulgado pela funerária.

Suspeito confessou o crime

De acordo com a polícia, o homem entrou na casa e utilizou gasolina para atear fogo no local. Na gravação, ele se mostra irritado com algumas atitudes da ex-mulher.

“Eu ‘tô’ fazendo isso por causa de uma amiga dela que levou um homem lá para dentro de casa e eu falei que não queria. A mulher me largou por causa disso”.

O delegado Sérgio Santana, da 155ª Delegacia de Polícia, para onde o homem foi levado, falou sobre o seu depoimento.

“(Ele) Confessa a prática do crime, traz até detalhes do modo como planejou a ação. E informa que a verdade é que o cometimento do crime se deu por não aceitar o término do relacionamento. Uma característica realmente de um crime decorrente de violência doméstica (…)”, disse Sérgio.