Militantes fazem protesto contra prisão do ex-presidente Lula em Petrópolis

Militantes fazem protesto contra prisão do ex-presidente Lula em Petrópolis

Cerca de 150 apoiadores do ex-presidente se reuniram na Praça da Inconfidência na noite desta sexta-feira (6) com cartazes a favor de Lula, segundo a PM.

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Militantes fazem protesto contra prisão do ex-presidente Lula em Petrópolis

Cerca de 150 militantes fizeram um protesto contra a prisão do ex-presidente Lula em Petrópolis, no início da noite desta sexta-feira (6), segundo a Polícia Militar.




A concentração aconteceu na Praça da Inconfidência e foi organizada por movimentos sociais, coletivos e partidos de esquerda da cidade. Placas com mensagem “Tô com Lula” foram distribuídas durante o ato e também foram confeccionados cartazes com as mensagens “Lula Livre” e “Unidade contra o golpe”.

Em seguida, o grupo seguiu em passeata pela Rua do Imperador até a Praça Dom Pedro para fazer o encerramento da manifestação. De acordo com os organizadores, a concentração teve início às 17h e terminou às 19h40, reunindo 200 pessoas.

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Marcelo Prata e colegas militantes se reuniram na Praça da Inconfidência em apoio ao ex-presidente

Para o assistente social, Marcelo Prata, o país está vivendo um momento bem difícil politicamente e ideologicamente.

“A prisão do ex-presidente é para ele não se candidatar, porque se for falar de corrupção existem outros políticos que também deveriam ser presos. Isso é uma perseguição”, afirma.

Sobre os protestos que ocorreram em todo o Brasil nesta sexta, o assistente social afirma que foi um marco histórico de uma indignação do povo e também de resistência contra as arbitrariedades da Justiça.

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Grupo em Petrópolis protesta contra a prisão do ex-presidente Lula

Já o professor de história, Diego Grossi, afirmou que o ato foi em favor da democracia.

“Não é só apoio ao Lula. São militantes que consideram que ele tem o direito democrático de concorrer às eleições este ano e também de estar livre”, disse.

O movimento também reuniu estudantes, como Leticia Peixoto, de 21 anos, que achou injusta a determinação da Justiça de prender o ex-presidente.



“Com certeza é uma jogada política”, disse ela que se juntou ao protesto como uma forma de mostrar sua indignação.

Já o estudante de Direito, Antônio Carlos Cortes, de 21 anos, diz que não há provas para incriminar o ex-presidente.

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Melina participou de protesto em Petrópolis e disse que tem medo de estar vivendo um golpe

A comerciante Melina Miron, de 49 anos, que nasceu na Argentina, mas mora há 27 anos no Brasil, disse que tem receio que a prisão do ex-presidente seja um risco para a democracia.




“É um medo de estar vivendo um golpe, mas não sabemos ainda a extensão que isso vai tomar. Ninguém sabe”, disse ela que é filha de uma atriz perseguida pelo governo argentino durante a ditadura militar no país vizinho.

Matéria: G1
Por: Aline Rickly