Vereador protocola pedido de instalação de CPI para apurar o não pagamento do reajuste dos servidores

Vereador protocola pedido de instalação de CPI para apurar o não pagamento do reajuste dos servidores

A abertura da investigação depende da assinatura de mais quatro vereadores

Um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI foi protocolado na Câmara Municipal, pelo vereador professor Leandro Azevedo (PSB), para investigar os motivos que levou a  Prefeitura ainda não ter concedido aos servidores o reajuste de 6,2% que deveria ter entrado em vigor em janeiro de 2017.

Leandro no gab - Vereador protocola pedido de instalação de CPI para apurar o não pagamento do reajuste dos servidores

Seguindo os trâmites legais para que a comissão seja instalada, Azevedo precisa conseguir o apoio de quatro vereadores, pois são necessários cinco parlamentares para garantir o início das investigações. Segundo o vereador, no ano passado, o Poder Executivo enviou para votação na Câmara o pedido de suspensão do reajuste e explicou que se tratava apenas de uma medida temporária, já que o município enfrentava dificuldades financeiras.



“Dei um voto de confiança, pois era o início do mandato, mas o tempo passou. Desde o segundo semestre do ano passado venho cobrando o reajuste dos servidores, mas ainda não obtive nenhuma informação”, frisa o vereador professor Leandro Azevedo, garantindo: “Vou usar de todos os meios possíveis para que esse direito dos servidores seja garantido”, completa.

O requerimento de criação da CPI foi protocolado pelo vereador na última semana. No documento, Azevedo lembra que menos de um mês depois de tomar posse, o prefeito Bernardo Rossi encaminhou para a Câmara Municipal o projeto de lei suspendendo o reajuste que deveria ter sido concedido aos funcionários públicos a partir do dia 1º de janeiro de 2017.



 Na ocasião, o chefe do Executivo pedia um voto de confiança, pois ainda estava apurando a situação financeira do município, que já atravessava um momento gravíssimo. “Alegava que, se o aumento fosse concedido, toda a população seria afetada em serviços essenciais. Acreditamos, mas o que vimos de lá para cá foi uma série de incoerências e os servidores acabaram ficando sem os reajustes de 2016 e 2017.

O caso dos profissionais de Educação é ainda mais grave, pois tiveram a maioria dos benefícios, como os ETJs, retirados”.