Trabalho de cinoterapia é apresentado em seminário sobre combate ao suicídio


Trabalho de cinoterapia é apresentado em seminário sobre combate ao suicídio

A cinoterapia tem como um dos pilares a elevação da autoestima de quem tem contato com os animais. Os cães servem como válvula de escape de um momento difícil vivido por essa pessoa, como o tratamento de uma doença grave, o enfrentamento da solidão ou mesmo sentimentos mais corriqueiros, como o estresse. Atualmente, o canil da Guarda Civil faz terapia assistida com pacientes oncológicos, idosos em lares de acolhimento e, na manhã desta terça-feira (25.09), puderam mostrar o potencial deles no enfrentamento ao suicídio. O trabalho promovido pelo município foi apresentado durante um seminário que debateu o tema na Fase/FMP, no mês dedicado ao assunto – o Setembro Amarelo.



Durante a atividade, os dois golden retriever Chico e Jujuba fizeram o sabem fazer de melhor, brincaram com cerca de 100 alunos e funcionários, receberam carinho, posaram para fotos e deram muita, muita alegria aos participantes e ouvintes do debate que a universidade promoveu.

“A cinoterapia é exatamente isso, é trazer o carinho e a espontaneidade que eles possuem para colocar à disposição da alegria de todos que estão em um momento de baixa estima para enfrentar uma determinada situação”, disse o coordenador técnico do canil municipal, Leandro Lopes.

A atividade foi proposta pela enfermeira Priscilla Muralha, que se formou a pouco tempo pela Fase/FMP e fez um trabalho estudando exatamente a terapia assistida com cães. O objetivo foi dar uma pequena amostra do que os animais podem fazer para combater sentimentos comuns a estudante e todas as demais pessoas, como ansiedade, estresse e depressão – que, em um grau elevado, podem conduzir uma pessoa a atentar contra a própria vida.

“Mesmo que seja um contato em poucos minutos, os cães possuem uma capacidade de desfocar a pessoa dos problemas que ela está enfrentando, abstrair do que está deixando ela rebaixada. A cinoterapia ajuda o corpo a liberar hormônios que dão a sensação de alívio, de amor, de bem-estar”, explicou.

Entre janeiro de 2017 e agosto desse ano, Petrópolis teve 21 notificações referentes a suicídio. A maior parte deles são homens e 42% dos casos são de pessoas com idade entre 20 e 39 anos, de acordo com os dados da Secretaria de Saúde. Em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, foram quase 11,5 mil casos em todo Brasil em 2016 – ou 31 casos por dia.

Por isso, tratar do tema é tão urgente quanto buscar alternativas para prevenir que se chegue a um ato extremo como o suicídio. A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta como medidas para evitar essa situação: redução de acesso aos meios utilizados (pesticidas, armas de fogo, medicações); políticas de redução ao uso nocivo do álcool; identificação precoce, tratamento e cuidados com pessoas que possuem transtornos mentais ou por uso de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo; acompanhamento de perto de pessoas que tentaram suicídio e prestação de apoio comunitário.

A psicóloga e psicanalista Virgínia Ferreira, uma das debatedoras do seminário promovido pela Fase/FMP, recomenda ainda que as pessoas cuidem de um animal durante a vida como uma forma de deixar a mente e o corpo em atividade.

“Eu amo cachorro e digo sempre que as pessoas deveriam ter um cão para cuidar, porque ele cria laços de afetividade e permite a pessoa brincar. E esse brincar, por si só, faz bem a pessoa, ajuda a respirar melhor, reorganizar a vida”, afirmou.

A aluna de psicologia Gabriela Seikel reconheceu os efeitos práticos da atividade.

“Acho que isso seria muito importante para quem pensa no suicídio. O cachorro tem exatamente essa espontaneidade e que as vezes não se acha esse carinho nas pessoas. Foi maravilhoso”, contou a estudante.

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