Wilson afirmou que qualquer questão relativa à placa 'deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis' Foto: Facebook/Reprodução

Witzel estava ao lado de políticos do PSL que rasgaram homenagem a Marielle, no Rio






Candidato do PSC, que disputa o segundo turno das eleições para governador com Eduardo Paes, do DEM,

participava de ato de campanha quando placa, que homenageava vereadora do PSOL assassinada, foi quebrada

Wilson afirmou que qualquer questão relativa à placa 'deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis' Foto: Facebook/Reprodução
Wilson afirmou que qualquer questão relativa à placa ‘deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis’ Foto: Facebook/Reprodução

No último dia 30, o candidato do PSC ao governo do Rio, Wilson Witzel (que vai disputar o segundo turno das eleições 2018 com Eduardo Paes, do DEM), participou  de um ato de campanha em Petrópolis, na Região Serrana do Estado, em que uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no início do ano, foi quebrada por representantes do PSL, partido de Jair Bolsonaro, que vai disputar o segundo turno das eleições presidenciais com Fernando Haddad (PT).

Em um vídeo, Witzel aparece no teto de uma van ao lado do deputado estadual eleito Rodrigo Amorim  e do deputado federal eleito, Daniel Silveira. Amorim é o responsável por quebrar a placa, que ambos haviam retirado de uma esquina na Cinelândia, centro do Rio (leia mais abaixo). Enquanto Witzel discursa, ele e Daniel Silveira exibem os pedaços da homenagem a Marielle. No domingo, 7, Amorim foi eleito o deputado estadual mais votado no Rio, com 140 mil votos.

Em nota oficial, a assessoria do Wilson Witzel afirmou que ele “participava de um ato de campanha em Petrópolis quando a placa foi quebrada por outro candidato. Naquele momento, Wilson discursava sobre suas propostas de governo. Ele reitera o que já declarou outras vezes que lamenta a morte de qualquer ser humano em circunstâncias criminosas e que as investigações de homicídio devem ser conduzidas com rigor, e assim será feito caso seja eleito, dando respostas efetivas à sociedade.”

Sobre o evento, Witzel afirmou ainda: “Não falei em meu discurso sobre a placa, fui surpreendido com a sua apresentação e qualquer pessoa que venha a imputar a mim qualquer coisa relativa a ela sofrerá as sanções penais cabíveis. Qualquer questão relativa a essa placa deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis.”

Rodrigo Amorim postou uma foto em sua conta no Facebook após destruir a homenagem a Marielle. Na postagem, ele contou que, com Daniel Silveira, quebrou ao meio a placa de nome de rua onde se lia “Rua Marielle Franco”. Aliados da vereadora assassinada tinham colocado a inscrição em uma das esquinas da Cinelândia, no centro do Rio, onde fica a Câmara dos Vereadores. Amorim foi o deputado estadual mais votado do Rio, com 140 mil votos.

Silveira também se elegeu, com 31.789 votos.






No texto, Amorim afirma em que, em uma “depredação do patrimônio público (os aliados de Marielle) removeram ilegalmente” a placa com o nome original da praça (Marechal Floriano), “colando uma placa fake com os dizeres ‘Rua Marielle Franco’ em cima da placa original”. O candidato continua: “Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal”. E conclui: “Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados.” Na mesma publicação, Amorim defende a punição dos assassinos de Marielle e reclama que a esquerda se calou diante da morte de outras pessoas e da facada desferida contra Jair Bolsonaro, dia 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG).

Apoio

Flávio Bolsonaro (PSL), eleito senador pelo Rio com mais de 4,3 milhões de votos, defendeu os correligionários que destruíram a placa. “Eles restauraram a ordem na placa que era de homenagem ao Marechal Floriano”, disse o novo senador.

“O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente. Se o PSOL quer homenagear Marielle, apresente um projeto de lei, proposta na prefeitura, para botar a placa, mas não pode cometer um ato ilegal como esse”, completou o filho de Jair Bolsonaro.

Matéria de: Roberta Jansen
Fonte: Estadão