EDITORIAL – Político ou ativista vale mais que cidadão comum ?

EDITORIAL – Político ou ativista vale mais que cidadão comum ?

A balança da Justiça pende sempre para o lado oposto

A Justiça no Brasil nunca foi cega, enxerga e muito bem.
A Justiça no Brasil nunca foi cega, enxerga e muito bem.

A poucos dias atras tivemos o assassinato da vereadora Marielle Franco, e desde então vemos a mídia e os órgãos públicos em uma corrida desenfreada para solucionar o caso, encontrar os responsáveis e puni-los, assuntos como “federalização das investigações”, “Equipes de investigadores da Polícia Federal”, “Alerj, OAB, ONU, todos fazendo pressão para que as investigações sejam rápidas e eficazes, e vendo tudo isso me faço alguns questionamentos.

Isso tudo por que era uma vereadora ?

Isso tudo por que era uma pessoa que estava na mídia constantemente mostrando sua posição ?

Isso tudo porque ?


Em meio a esses “porquês”, me vem o pior.

Por que cidadãos “anônimos” que são mortos todos os dias seja no Rio de Janeiro seja em qualquer estado da Federação, a grande maioria das vezes se tornam apenas um número nas estatísticas ?





Será por que são “anônimos”, não tem projeção na mídia e muito menos “estão” na máquina administrativa ?

E reafirmo “ESTÃO” e estão por que o povo ou melhor os “anônimos” os colocaram lá.

Segundo as estatísticas apenas em Janeiro de 2018 o número de homicídios por arma de fogo teve um aumento para 146 mortes por arma de fogo contra 115 no mesmo período no ano passado (2017).

Em quantos desses assassinatos houve solicitação para  “federalização das investigações”, “Equipes de investigadores da Polícia Federal”, “Alerj, OAB, ONU se pronunciando ?

Como ficam os parentes principalmente pais e mães das vítimas denominadas “anônimos” vendo toda a parafernália que foi criada para resolver o caso da vereadora ?

Não cito aqui que não é necessário tudo isso, todavia acho que se o peso serve para um PRECISA SERVIR PARA TODOS, Ou então rasgamos a constituição Brasileira que diz  TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI.

Ou será que as palavras de um ilustre Desembargador que prefere não identificar-se.

A LEI É PARA TODOS, PORÉM A JUSTIÇA NEM TANTO.

Qual é a verdade praticada na “Justiça do Brasil” ?

Se formos nos guiar pelos “fatos”, o dito acima, é a mais pura verdade, pois os homicídios de anônimos, são anônimos, continuam anônimos e o pior de tudo, sem solução.

Buscar um culpado, em meio a tanta “burrocracia” é impossível, se perguntarmos a um policial, ele dirá que a polícia prende e a justiça solta, se perguntarmos a um promotor, ele dirá que o que manda é a lei (preto no Branco), e se perguntarmos aos familiares das vítimas ditas anônimas, o que teremos é mágoa, tristeza e inconformidade.

E os Direitos Humanos, onde ficam ?

Morre um bandido (comprovadamente bandido), o pessoal dos Direitos Humanos aparecem, morre um anônimo ou policial, não se houve falar de Direitos Humanos, podem perguntar as famílias das vítimas, essa é a mais pura e ruim realidade.

Revolta ? Não apenas a verdade.

Com toda essa informação que todo cidadão brasileiro está cansado de vivenciar só nos restam as palavras de um provável (presidenciável), não que eu apoie este ou aquele apenas citei a narrativa.



DIREITOS HUMANOS, PARA HUMANOS DIREITOS (É ISSO QUE ESTÁ FALTANDO)

A vereadora Marielle Franco questionou isso, dias antes de ser assassinada em uma rede social com a seguinte frase:

– Quantos mais terão que morrer ?

A resposta a vereadora assassinada veio de forma explícita que traduzindo em palavras seria, MILHARES E NÃO ACABARÁ.

Espero estar errado.

E os “porquês”, ficam sem resposta.

Vamos seguir para outro assunto de relevância…

INTERVENÇÃO NA SEGURANÇA PÚBLICA DO RJ

Que intervenção é essa que só se vê nas mídias jornalisticas ?
Que intervenção é essa que só se vê nas mídias jornalisticas ?

Apenas em um pequena região do Rio de Janeiro (Zona Oeste), e que diz que sairá de lá o exemplo para todo o Rio de Janeiro.

Que força o Exército Brasileiro tem, se não pode utilizar os meios para os quais foi treinado ?

As ordens recebidas pelos militares são:

  1. Alertar, verbalmente, empregando alto-falantes, se for o caso; (SAI FORA QUE ESTAMOS CHEGANDO)
  2. Negociar; (Alguém já viu assassinos, traficantes, negociando a vida de alguém ?)
  3. Realizar demonstrações de força, priorizando o princípio da massa; (Alguém já viu bandido se preocupar em quem está na reta na hora de atirar)
  4. Empregar formações de controle de distúrbios (Essa até que passa, levando em consideração que seja a “massa da população descontente com a atuação furada da força armada)
  5. Usar armas de baixa letalidade – Jatos d’água e granadas de gás de efeito irritante ou de efeito moral; (Mesma situação do item 4)
  6. Disparar munição especial – projétil de borracha (Bandidos largando o aço pra cima do exército e os soldados atirando de borracha de volta)
  7. Utilizar dispositivos elétricos incapacitantes – taser (E lá vamos nós outra vez… o tiro comendo… projéteis de fuzil vindo pra cima dos soldados e ele de arma de choque nas mãos – pode)
  8. ÚLTIMO LUGAR – Usar arma letal (Deixando claro usar sim mas atirar para incapacitar e não matar)




Nos itens acima fiz algumas alusões a situações imaginarias, mas em suma é praticamente isso, ou será que realmente entendo, tais ordens acima foram apenas para controle de multidão, controle de distúrbios. E quanto ao confronto direto com meliantes como será, nossos soldados estão capacitados para este tipo de “guerra” ?

Segundo um militar de alta patente, a coisa é mais ou menos assim:

O exército, foi criado e treinado para entrar em um local e “DEVASTAR COMPLETAMENTE” eu mesmo como ex-militar sei disso, somos treinados para “beber o sangue do inimigo”, e não para conversar ou prender, “NÃO FAZEMOS PRISIONEIROS”, e agora os militares que aprenderam as mesmas coisas que eu, são obrigados a seguir as diretivas acima citadas.

Até aí tudo bem, mas aí entram as perguntas dos cidadãos.

Onde está o policiamento ostensivo pela cidade (Vila Kennedy, bangu e região sabem) mas e o restante do Rio de Janeiro ?

Tudo muito estranho, tudo muito envolto em uma cortina de fumaça, vamos usar os setores da inteligência, SIM É CLARO, mas vamos mostrar que TODOS MERECEM SEGURANÇA, TODOS MERECEM PAZ.

Segundo o Ministro da Segurança Pública Raul Jungmann,  demorará “um pouco” para os cariocas verem algum resultado da intervenção.

Tudo bem Ministro resultado pode até demorar “um pouco” , mas será que não dá para pelo menos MOSTRAR sem ser pela TELEVISÃO que algo está realmente sendo feito ?

Viaturas nas estradas, em pontos estratégicos, entradas de comunidades, eu mesmo saí de Petrópolis fui até a Barra da Tijuca/RJ, e não vi UMA VIATURA SEQUER, pelo caminho INTEIRO, os pontos críticos, linha vermelha, Avenida Brasil, Linha amarela, nada, ninguém, policiamento ZERO, cidadãos trafegando por áreas de risco completamente abandonados a própria sorte.

Melhor parar, são muitas perguntas e nenhuma resposta, só resta um caminho AGUARDAR E CONFIAR EM DEUS, por que na segurança pública … ESQUEÇAM INFELIZMENTE.

Texto: Roberto F. Loureiro (indignação total)

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