Retorno acontece aos poucos, um ano e dois meses depois de moradores da comunidade do Contorno terem que sair de suas residências.

Famílias têm dificuldades de voltar para casa em área onde cratera se formou na BR-040

Um ano e dois meses depois de uma cratera se formar às margens da BR-040, na altura da Comunidade do Contorno, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, moradores da região começam a voltar para suas casas.

Mesmo após a liberação de 22 casas em outubro de 2018, apenas duas famílias retornaram para o local. Segundo os moradores, dificuldades financeiras e estruturais tais como falta de luz, água e serviços básicos têm impossibilitado o retorno das famílias.

O poço artesiano que atendia algumas famílias na região, por exemplo, está desativado por falta de limpeza e os próprios moradores botam a mão na massa para realizar serviços como limpeza e capina.

A Enel, concessionária de luz, afirmou que já religou o serviço para 12 clientes. Mesmo assim, os moradores precisaram pagar a troca de fiações para receber o serviço.



A Águas do Imperador, concessionária de água, disse que o abastecimento foi restabelecido no começo deste mês, porém parte da comunidade segue sem água por um defeito no sistema de distribuição por minas.

Por enquanto, as outras vinte famílias continuam em casas alugadas recebendo uma ajuda de custo de R$ 1 mil da concessionária responsável pelo trecho da BR-040. O dinheiro não tem ajudado tanto, segundo os moradores.

“A Concer paga o aluguel pra gente, tudo bem, mas e a casa que a gente tinha?”, questiona o aposentado Geraldo da Silveira, morador da área que perdeu móveis durante o ocorrido.




Na noite desta quinta (10), um encontro na sede do Ministério Público Federal (MPF) em Petrópolis acontece uma reunião entre Concer, moradores e o MPF para estabelecer um novo valor de indenização para as vítimas que recusaram os R$ 300 mil oferecidos pela concessionária – o que daria cerca de R$ 5 mil para cada família.

Compartilhar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.