Em três ocorrências, os filhos presenciaram o assassinato da mãe. No último caso, menina de 11 anos foi encontrada em cima do corpo da mãe, morta a garrafadas.

Somente em 2019, quatro mulheres foram assassinadas no Rio de Janeiro por companheiros
Somente em 2019, quatro mulheres foram assassinadas no Rio de Janeiro por companheiros

Em apenas cinco dias que 2019 começou e quatro mulheres foram brutalmente assassinadas no estado do RJ. Em todos os casos, os principais suspeitos são os companheiros ou ex-companheiros e em três possíveis feminicídios, os filhos presenciaram o assassinato da mãe.

Um dos casos foi a morte de Tamires Blanco da Silva, de 30 anos. A morte surpreendeu parentes da vítima por causa da aparente tranquilidade na relação dela com o companheiro nos últimos dias. Tamires passou a virada do ano ao lado do suspeito do crime, seu companheiro Flodilson da Silva Araújo.

“Nós passamos o ano novo juntos, ele estava super bem, chamando ela de amor pra ca, amor pra la. Anteontem fizemos um churrasco. Ele servindo todo mundo, tomando cervejinha, como se nada tivesse acontecendo”, disse Vanessa dos Santos, prima da vítima.

O corpo de Tamires foi encontrado com vários ferimentos na cabeça na casa onde morava, no morro do Urubu, em Piedade, na Zona Norte do Rio. Ao lado dela, a polícia encontrou várias garrafas de vidro quebradas. Tudo aconteceu na frente de um dos filhos. O bebê de 11 meses estava em cima do corpo da mãe.

“Encontrei ela no chão, ensanguentada, com a filhinha dela em cima dela, de 11 meses. Estava sujinha, um pouco machucada nas pernas. Tinha muito caco de vidro. Ela foi se arrastando, ela mesmo deve ter se cortado”, lembrou Vanessa.

Ela conta que, apesar do Réveillon aparentemente tranquilo, o casal vivia brigando. “As brigas deles eram constantes. Já tem um boletim de ocorrência contra ele e a gente nao sabia”, diz.

No último mês de junho, Tamires registrou ocorrência contra Flodilson por lesão corporal. Ela relatou na delegacia que foi agredida durante três horas. Tamires conseguiu uma medida protetiva, que determinava que o agressor respeitasse uma distância mínima de 300 metros. Entretanto, eles voltaram a morar juntos.




“Eu espero justiça, só o que eu quero. por que ele é uma pessoa tão fria que ele não pensou nem na própria filha dele”.

A Delegacia de Homicídios está investigando a morte da Tamires. A polícia considera o então namorado dela como o principal suspeito. De acordo com os parentes, ele sumiu logo depois do crime.

Os policiais fizeram uma perícia na casa em que eles moravam.

Marcelle Rodrigues da Silva foi morta na frente dos filhos dentro de casa
Marcelle Rodrigues da Silva foi morta na frente dos filhos dentro de casa

Nesta sexta-feira, Marcelle Rodrigues da Silva, de 27 anos, foi morta a facadas e o ex-marido é o principal suspeito. Márcio Lima Correa foi preso logo depois do crime, em Cordovil, Zona Norte do Rio. A arma usada foi uma faca. E tudo aconteceu na frente dos filhos.

“Quando chegou, ele pegou ela assim, entrou dentro, trancou a porta, que me falaram, trancou a porta, pegou a faca e esfaqueou-a as crianças viram”, disse Eduardo Silva de Freitas, irmão da Marcelle.

Em Itaguaí, na Baixada, José Carlos da Silva Carvalho agrediu a mulher com uma marreta, segundo a polícia. Simone Oliveira de Assis Carvalho, de 40 anos, foi enterrada neste sábado.




“Pessoal da rua adorava ela como pessoa, e acho que o bairro inteiro porque ela era uma mulher muito lutadora”.

O primeiro caso de 2019 aconteceu depois de uma festa de Réveillon na Taquara, Zona Oeste. O ex-marido de Iolanda Souza não aceitava a separação. E, segundo as investigações, diante dos filhos dela, deu mais de 30 facadas na ex-mulher.

Fonte: G1
Edição: R. Loureiro

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