Governo estuda acabar com o tradicional ajuste dos relógios

horario de verão
horario de verão

Os brasileiros estão divididos. Dessa vez, o debate não envolve política nem futebol. O assunto da vez é o horário de verão — há os que o amem e os que o detestem. Ontem (20/09), o governo anunciou que estuda acabar com esse sistema. Neste momento, o tema está em avaliação na Casa Civil. Por isso, caiu agora na boca do povo.




Por que adotamos o horário de verão?

O horário de verão começou a ser adotado no Brasil em 1931, durante o governo do então presidente Getúlio Vargas. Até 2008, cabia ao governo decidir a cada ano se ele seria acionado. Foi só na gestão de Lula que o horário de verão ganhou um decreto o instituindo de maneira permanente no país da meia-noite do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano até a meia-noite do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte.

A ideia sempre foi reduzir o consumo de energia à noite, no horário de pico, entre 18h e 21h. O principal objetivo é aproveitar melhor a luz natural em vez da artificial. Adiantando os relógios, as pessoas ganham uma hora a mais de luminosidade — em tese, dependendo menos da energia elétrica. A prática é comum ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, recebe o nome de “Daylight Saving Time”.




Como o sistema funciona melhor nos lugares distantes da Linha do Equador (onde há diferença mais significativa na duração do dia entre o verão e o inverno), o horário de verão não é adotado no Norte e no Nordeste, apenas nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Quando o verão vai se aproximando do fim, os dias voltam a ficar mais curtos no locais distantes da Linha do Equador. Para evitar que as pessoas comecem o dia no escuro e tenham de acender a luz, o horário de verão é então interrompido.

Economia

De acordo com o próprio governo, a redução da demanda de energia elétrica tem sido, em média, de 4,5% nos lugares onde o horário de verão é aplicado. Em março deste ano, o MME informou que o horário de verão 2016/2017 gerou economia de R$ 159,5 milhões devido à redução no uso de termelétricas — usinas que produzem eletricidade mais cara, em razão de usarem combustível para funcionar. As termelétricas são acionadas apenas quando o sistema elétrico nacional precisa reforçar a energia. A economia havia sido de R$ 162 milhões no ano anterior.

A ala de técnicos do governo que está defendendo a permanência da medida também argumenta que o horário pode ser positivo para setores como comércio e turismo. Com uma hora a mais de sol para consumir, as empresas acabam vendendo mais.

Além disso, pesa o fato de a maioria das pessoas ser favorável ao sistema. Segundo o próprio governo, já foram realizadas diversas pesquisas de opinião pública a respeito. As primeiras foram feita pela Eletrobras, na década de 1990, e outras pelo MME nos anos 2000. Todos os resultados apontaram que a maioria da população gostava do horário de verão.




Mudança

O debate que acontece agora no governo começou depois de um estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do Ministério de Minas e Energia (MME) concluir que o horário de verão traz efeitos “próximos à neutralidade” no que diz respeito à economia de energia elétrica.

Segundo os técnicos, a medida era mais eficiente no passado. A popularização dos aparelhos de ar condicionado é uma das principais razões da mudança. No estudo, técnicos do MME apontaram que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia. Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período e não mais das 18h e 20h.

Para chegar a uma decisão final, um grupo de trabalho foi criado especialmente a fim de analisar a eficácia do horário de verão. A equipe quer tomar uma decisão já nas próximas semanas, para que ela seja válida ainda este ano. Como a decisão cabe somente ao Poder Executivo, ela não precisará passar pelo Congresso.

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