Dos 250 partos realizados na unidade, 20% são considerados de alto risco

Prefeitura pretende concluir obra no centro obstétrico e abrir uma casa de parto

Hospital Alcides Carneiro projeta ampliação na assistência às grávidas de alto risco
Hospital Alcides Carneiro projeta ampliação na assistência às grávidas de alto risco

Com uma média de 250 partos por mês e de 50 acolhimentos a gestantes por dia, o Hospital Alcides Carneiro é a única maternidade do município a realizar partos em gestantes de alto risco. As mulheres com hipertensão, diabetes, cardiopatia, doenças renais, doenças autoimunes, fumantes, além das adolescentes e mulheres com mais de 35 anos representam 20% dos atendimentos que precisam de



atenção especial desde o pré-natal. Em grande parte dos casos, os nenéns nascem prematuros tendo que ser direcionados a um dos 10 leitos de UTI neonatal.

Visando ampliar a assistência e implementar em sua totalidade a Rede Cegonha, a prefeitura está projetando retomar até o fim do ano as obras do centro obstétrico do hospital. O secretário de Saúde, Silmar Fortes, explica que dentro do Plano Municipal de Saúde está ainda a criação de uma casa de parto, um ambiente pré e pós-parto para as grávidas e puérperas, e a retomada de um banco de leite no hospital.

“Essa é uma meta do plano de governo do nosso prefeito e estamos unidos à direção do HAC na criação de um projeto para buscarmos junto ao Ministério da Saúde a verba para implantarmos uma casa de partos. Pretendemos concluir a obra do centro obstétrico e avaliando a disposição das salas e estrutura.Estamos trabalhando ainda para habilitar o Hospital Alcides Carneiro como Hospital Amigo da Criança, o que permitirá a criação de um banco de leite na unidade”, explica Silmar Fortes informando que desde abril do ano passado a unidade não dispõe de um banco de leite após a interrupção do serviço pelos antigos gestores.

Mães recebem orientações de como conduzir a gravidez e após o nascimento

A gravidez é chamada de alto risco quando a gestante ou o bebê apresenta alguma doença que aumenta as chances de evolução desfavorável na gravidez. Algumas mulheres sabem de seu alto risco mesmo antes de engravidar, são mulheres com doenças crônicas como – hipertensão, diabetes, cardiopatia, doenças renais, doenças autoimunes, fumantes, alcoólatras, usuárias de drogas, entre outras.

O chefe da Ginecologia do Hospital Alcides Carneiro, Vander Guimarães Silva, alerta que algumas gestantes desenvolvem alguns sintomas de agravo durante a gravidez, devendo as gestantes estar em dia com todas as consultas do pré-natal.

“Alguns agravos de saúde podem se instalar durante a gestação de uma mulher previamente saudável, sendo descobertos durante o pré-natal. É por isso que mesmo gestantes de baixo risco devem fazer rigoroso acompanhamento médico durante toda a gravidez. Os riscos ou complicações possíveis da evolução desfavorável da gravidez são muito variados: baixo ou alto peso ao nascer, parto prematuro, falência placentária, infecção neonatal, entre outros. Mas, com o acompanhamento adequado no pré-natal minimizamos os riscos para culminar em um nascimento saudável”, explica o médico.



Com menos de um mês do nascimento da filha, Ana Carolina de Aquino de 15 anos foi ao lado da mãe Daniela de Aquino visitar a pena Sofia Vitória. A neném nasceu no último dia 18 de agosto aos 6 meses de gestação com 38 cm e 1.240 kg.

“Foi um susto. Ela foi fazer um exame de rotina e descobriu que estava grávida, menos de um mês depois a neném nasceu. Mas eu só tenho que agradecer todo o cuidado e carinho que o hospital está tendo com a minha neta. Ela está evoluindo muito rápido e espero que nos próximos dias ela possa ir para o quarto e ter alta”, afirma a avó da recém-nascida, Daniela de Aquino.

Durante as visitas na UTI neonatal, Ana Carolina Aquino aprendeu a utilizar o método canguru que é um modelo de assistência perinatal voltado para a melhoria da qualidade do cuidado além de promover uma atenção humanizada.

“Nós recebemos 21 faixas de doação e esse método reduz o tempo de separação entre mãe e recém-nascido, favorece o vínculo, permite o controle térmico, contribui para a redução do risco de infecção hospitalar, aumenta as taxas de aleitamento materno, entre outros benefícios”, explica a enfermeira da UTI neonatal Talita Nunes dos Santos Ornellas.

 

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
Edição: R.Loureiro

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