Jovem petropolitana lança seu primeiro livro aos 15 anos
Jovem petropolitana lança seu primeiro livro aos 15 anos

Debutante: originada do francês débutante, a palavra se refere àquela que começa uma nova fase de sua vida. No caso de Layla Oliveira, os tão aguardados quinze anos tiveram um toque ainda mais especial devido a uma surpresa planejada por sua família: a publicação de seu primeiro livro intitulado Princesa Proibida. A obra, que até então se encontrava disponível apenas na Internet, teve 100 cópias distribuídas aos convidados de sua festa de debutante, ocorrida no último fim de semana. A iniciativa partiu de seus pais e contou com a contribuição dos padrinhos da jovem escritora.




Layla sempre demonstrou interesse pela leitura e aptidão pela escrita. De acordo com sua professora de Português, Fernanda Rezende Machado, um dos momentos cruciais na trajetória da aluna foi quando, no sexto ano, teve seu texto selecionado pela ação educativa Câmara Mirim. Para a educadora, daquele momento em diante ela pôde perceber o impacto do que escrevia. Fernanda também ressalta o papel fundamental do professor enquanto orientador e incentivador dos estudantes.

“Acho que quando o professor consegue ser professor, amigo e mostrar que se preocupa e gosta do aluno, o ensino fica diferente. Antes de tudo o aluno precisa ser cativado para depois ser motivado. Assim, ele vai acreditar em si mesmo e, como aconteceu com Layla, seguirá seus sonhos”, reflete Fernanda.

Princesa Proibida se passa em um reino que proíbe mulheres e princesas de terem uma primeira filha mulher. A narrativa acompanha uma jovem que foi escondida por toda sua vida, mas que decide lutar por sua liberdade quando completa dezoito anos. A história foi publicada há um ano na plataforma digital Wattpad e reúne mais de 19 mil acessos, além de três prêmios: terceiro lugar no Projeto 12 meses, vencedor na categoria Best-Seller no Projeto Escritores de Ouro e também vencedor na categoria Livro Popular no Projeto Literário: todos desenvolvidos na própria plataforma.




Renata Sousa, mãe de Layla, explica que a família precisou correr contra o tempo para que o livro pudesse ser publicado. O processo durou cerca de um mês e contou com a colaboração do padrinho da adolescente, Wellington José Borges, e de sua madrinha, Valdirene Sousa, irmã de Renata. “Por ser formada em pedagogia, me enviaram o livro para que eu o revisasse. Como leitora, me encantei pela qualidade da obra. A história tinha conteúdo, coerência e os personagens foram se tornando bons amigos, me transportando para dentro do livro. Resolvi pesquisar a melhor forma de fazer a publicação porque, para mim, também era um desafio”, diz Valdirene. Ela relembra o momento em que a família revelou a surpresa para Layla: “Ela não sabia se ria ou chorava. Fiquei muito emocionada ao ver um sonho se realizando dentro de outro. Afinal, aos poucos, os pais compartilhavam o seu desejo”.

Heloisa Larnoch é uma das leitoras que se apaixonou pela escrita de Layla. Ela fala sobre o quão impactante o livro foi em sua vida. “Eu já estava acompanhando Princesa Proibida quando meu pai faleceu. Nesse período, passei por um processo de exclusão: parei de interagir com as pessoas e, basicamente, passava meus dias chorando no quarto. Já fui dependente química e, na época, quem me ajudou no processo de recuperação foi meu pai, então eu tinha medo de regredir. No livro pude encontrar uma porta de saída que me tirava da realidade, que me deu esperança de que circunstâncias melhores viriam”, explica Heloisa.




De acordo com a madrinha da jovem escritora, mais 100 cópias da obra estão sendo produzidas e a proposta é de mil unidades iniciais. Layla, que finalizou Princesa Proibida há cerca de três meses, já segue com um novo projeto. “Já estou escrevendo outro livro, mas que não tem relação com a Princesa Proibida, apesar deste já ter uma continuação. O livro se chama Clube dos Sete Erros e conta a história de sete jovens que tem sete defeitos diferentes, o que faz com que eles sejam isolados de todos os grupos do colégio. Eles se unem para tentar ajudar uns aos outros”, explica ela.

Os interessados em acompanhar o mundo de Princesa Proibida podem ler a história no Wattpad, basta procurar por Layla na plataforma, que atende pelo nome de usuário @laylaaoliveira. A família também está aceitando pedidos para a aquisição da versão física que, até agora, têm sido publicada de forma amadora. Os interessados em adquiri-la ou em ajudar no processo de impressão podem entrar em contato com sua mãe, Renata, pelo telefone (24) 99276-3301.

Por: Carolina Freitas
Fonte: Tribuna de Petrópolis
Edição: Márcia Chaves

 

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