Se a informação é positiva, se mal conduzida ou mal interpretada, é capaz de estrago irreparável

Nota da equipe da 105º DP sobre mensagens nas redes.
Nota da equipe da 105º DP sobre mensagens nas redes.



Os tempos são outros e a informação, hoje, circula com uma velocidade muito grande. A internet e a facilidade de acesso aos meios de comunicação permitem que as pessoas se falem mais, se vejam mais e que os fatos sejam conhecidos de muitos.

O mundo mudou para melhor e a tecnologia é a porta voz de boas e más notícias. O que se faz é o que se fala correm os cantos. Em poucos minutos, piadas e imagens divulgadas em um extremo do país chegam ao outro.

A sociedade ganha e as estruturas estatais ainda mais com a modernidade.

Mas se a informação é positiva, se mal conduzida ou mal interpretada, é capaz de estrago irreparável. Por isso e por tantas outras razões, a Polícia Civil do Rio de Janeiro se faz inserir nestes meandros para acompanhar as mudanças, separar as inverdades, controlar excessos e se apropriar de notícias para apurar os fatos.

Nas duas últimas semanas mensagens circularam em grupos de WhatsApp noticiando que um motorista de Uber teria estuprado uma adolescente.

Enquanto a mensagem chegava ao conhecimento de muitos e levava com ela a fotografia do suposto criminoso, pessoas mais cuidadosas procuraram a 105a Delegacia Policial de Petrópolis para dar ciência e alertar sobre o duplo perigo da exposição exagerada.

Em silêncio e com os cuidados necessários, a investigação seguia na delegacia conduzida por uma equipe de policiais treinados e experientes.

A vítima foi ouvida por diferentes ocasiões e examinada por legistas do IML que em nenhuma das ocasiões encontraram vestígios compatíveis com a narrativa.

Qualquer divulgação precoce poderia expor ainda mais os envolvidos e dar contornos diversos aos fatos que sempre foram encarados com a seriedade devida.

Hoje, assistida pelo Conselho Tutelar e pela própria mãe, a então vítima “X” confirmou ter inventado a história para prejudicar o então investigado de quem estava com muita raiva.




Por ser menor de idade, a menor “X” vai responder pela prática de ato infracional análogo ao crime de denunciação caluniosa.

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