Exercício militar ocorre 48 horas após teste nuclear da Coreia do Norte

PEQUIM — A China realizou um teste antimíssil nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, realizado próximo à fronteira marítima com a Península Coreana. O exercício militar acontece dias após o mais recente teste nuclear norte-coreano, em que o regime liderado por Kim Jong-un afirma ter testado uma poderosa bomba de hidrogênio. A comunidade internacional se mobiliza entre pedidos de calma e sanções mais fortes sobre a crise com os norte-coreanos, que fizeram seu teste nuclear mais poderoso até hoje no domingo.

China faz exercício militar perto de Península Coreana
China faz exercício militar perto de Península Coreana

Durante os testes iniciados meia noite, os chineses interceptaram mísseis que estavam fazendo um voo rasante pela baía de Bohai na primeira tentativa, segundo o site de informações militares “81.cn”. O exercício foi o terceiro na área desde o fim de julho. O primeiro foi um exercício naval de três dias realizado para marcar o 90º aniversário da fundação do Exército chinês. O segundo, de quatro dias, foi feito uma semana após do segundo teste de míssil balístico intercontinental de Pyongyang.



A Coreia do Sul também vem investindo em exercícios militares como demonstração de força ao Norte. Na segunda-feira, simulou um ataque contra a base nuclear onde o regime vizinho conduziu o último teste. Além disso, conduziu manobras de fogo vivo no mar, num recado para dissuadir Pyongygang de novas provocações.

A simulação sul-coreana usou caças F-15 e mísseis balísticos Hyunmoo, calculando distâncias em relação a alvos militares na Coreia do Norte. No início da manhã de hoje (hora local), a Marinha fez disparos de mísseis em novos exercícios de simulação. Após os testes de Pyongyang, o presidente americano, Donald Trump, criticou o que chamou de uma tentativa sul-coreana de apaziguar as ânimos do regime de Kim Jong-un. Os EUA mantêm cerca de 28 mil soldados em bases na Coreia do Sul e têm a obrigação de defender o país em caso de guerra.

Numa demonstração de que pretende endurecer a posição contra Pyongyang, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, aprovou o deslocamento total do sistema antimísseis americano Thaad, ao qual se opunha inicialmente. Na segunda-feira, Trump e Moon concordaram em “defender pressão máxima e novas sanções contra a Coreia do Norte”. No entanto, o sul-coreano destacou que as sanções já aplicadas não impediram que Pyongyang levasse adiante seu programa de mísseis balísticos. E embora o americano tenha prometido responder com “fogo e fúria” às provocações norte-coreanas, Moon defende a busca por uma solução pacífica, já que, segundo ele, “sul-coreanos, e não americanos, sofrerão com os efeitos de uma possível guerra”.

PROGRESSOS EM ARSENAL

A AIEA, braço da ONU dedicado ao controle no uso da energia nuclear, afirmou não ser capaz de determinar se as explosões dos testes foram causadas por uma bomba de hidrogênio — muito mais poderosa do que uma atômica — mas Amano afirmou ser capaz de deduzir que a Coreia do Norte está realizando grandes progressos em seu arsenal.

Antes achávamos que se tratava de uma questão local, mas esse não é mais o caso — afirmou Amano à CNN. — É uma ameaça global, que combina armas e mísseis nucleares.



Na reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, as opiniões sobre como lidar com a ameaça norte-coreana foram divergentes. Representantes franceses, britânicos, japoneses e italianos exortaram o Conselho a adotar novas sanções contra o país, medida considerada ineficaz pelo embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia.

Resoluções que se limitam somente a sancionar a Coreia do Norte não funcionaram no passado — argumentou Nebenzia.

O embaixador russo, assim como o chinês, Liu Jieyi, defende uma troca: a Coreia do Norte interromperia seu programa nuclear, enquanto EUA e Coreia do Sul abririam mão de seus exercícios militares conjuntos, encarados por Pyongyang como o ensaio de um ataque. Washington rejeita comparações entre suas operações com Seul e os testes nucleares realizados pelos norte-coreanos.

A embaixadora americana, Nikki Haley, voltou a elevar o tom em sua condenação.

Nossa paciência não é infinita. Kim Jong-un está implorando por uma guerra — afirmou Haley, reafirmando a ameaça dos EUA de rever relações com parceiros comerciais de Pyongyang.



Fonte: ANSA
Edição: R.Loureiro

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